↪ Shea Fitzpatrick

Shea Fitzpatrick fez um histórico de seu site pessoal, uma galeria que mostra a evolução e transformação de seus gostos e interesses sobre o que fazer com o seu cantinho da internet.

Eu sempre quis fazer algo assim para o meu site pessoal (esse aqui!), mas eu não guardo capturas de tela das várias versões que eu criei pra ele ao longo dos anos. Talvez seja a hora de começar a fazer isso.

(Adorei que compartilhamos o mesmo costume de desenvolver nossos sites no período de uma noite, eu só consigo desenvolver algo pro meu site pessoal ou pro @paomortadela assim).

Eu tô experimentando algumas mudanças na minha rotina nessa semana. Em 2023, eu senti que passei muito tempo pensando que eu não estava fazendo nada, mesmo que isso não fosse verdade. Acho que essa impressão veio pelo fato de eu parar de fazer coisas que eu gostava e que me faziam bem, como estudar francês, caminhar e escrever.

Não que eu não fizesse esse tipo de coisa, mas eu as fiz sem uma frequência que eu gosto, e geralmente de forma paliativa. Eu sentia que eu não estava fazendo nada, e então decidia “tampar” esse sentimento com alguma tarefa. Porém, eu gosto de rotinas, elas costumam me fazer bem.

Entre 2017 e 2020 eu tinha o hábito de estipular minha rotina usando os lembretes no meu celular. Eu criava uma série de tarefas, estipulava a frequência (diariamente, a cada dois dias, semanalmente, etc.) e um horário. Não tenho ideia do porquê eu parei de fazer isso. Acho que, com a pandemia, minha rotina mudou drasticamente nos menores detalhes. Mesmo assim, eu senti falta dessas tarefas no último ano, então coloquei todas elas de volta nos meus lembretes:

Captura de tela de uma lista no aplicativo Lembretes, com as seguintes tarefas: Caminhar (todas as segundas, quartas e sextas); Ver um filme (semanalmente, às quartas); Ler um livro (semanalmente, às terças); Jogar um jogo (semanalmente; às segundas); Assistir uma série (semanalmente, às quintas); e Estudar francês (diariamente, em atraso).

Além de caminhar e estudar francês, eu decidi estipular o que fazer no meu tempo ocioso nos fins de tarde durante a semana. Eu acho que a minha inquietação ou angústia nos fins de tarde vinham pelo fato de eu não ter algo específico pra fazer; ao mesmo tempo, eu sinto que minha dieta cultural no último ano foi bem rala. Eu raramente encontrava tempo para ver filmes ou ler, só que não por falta de tempo mesmo. Só por desorganização mental, se é que isso faz sentido.

Acho que isso libera um pouco do peso de decidir o que fazer todos os dias (eu amo esse vídeo da Aretha Franklin reclamando do que fazer de janta todas as noites), o que me dá mais tempo pra fazer mais coisas que eu quero fazer. Não necessariamente ser mais produtivo (isso também), mas usar melhor o meu tempo.

Eu estou aplicando essa nova rotina há pouco mais de uma semana. Eu comecei ela no recesso, e por enquanto está indo tudo melhor que a encomenda. Por exemplo, eu não só consegui ler muito ontem, como eu também tive tempo de sobra pra assistir um filminho, já que não precisei ficar matutando o que eu deveria estar fazendo. Foi bem bom! E o livro também ajudou, porque é muito bom! (A casa de doces, de Jennifer Egan).

Mesmo assim, é pouco tempo pra dar alguma impressão definitiva por aqui, mas eu quero ir experimentando com isso nesse mês. Eu quero ver se consigo adicionar Yoga à minha lista de tarefas na próxima semana, é algo que eu sinto falta de fazer. Eu só preciso ver se eu tenho um tempo hábil pra fazer isso. Eu não quero correr o risco de estufar meus dias com coisas e acabar fazendo nada de novo.

↪ Her

Her

Scott Tobias:

“Dramatizing one man’s love affair with a computer is only slightly less absurd than imagining a portal into John Malkovich’s head, but at a certain point, the whimsy gives way to raw desire and hurt. It’s a deft kind of magic.”

“Call it narcissism, but everyone seeks a partner who understands and appreciates them, and it’s only human that Theodore would fall for an entity that reflects his best image of himself.”

“If there’s a measure of hope to Her, it’s in the thought that we’re capable of learning lessons and evolving—maybe not as fast as Samantha, with her seemingly infinite processing power, but enough to understand ourselves and other human beings better the next time around.”

“There’s comedy in asking a computer how it feels, but the answer feels important, because Samantha has become every bit as real to the audience as she is to Theodore. Her is a reminder of how much love is a melding of psyches, and how the memories it produces can judder and lose resolution once it’s over. Whether it can transcend the body is another question, but the film’s stunning final shot implies an answer.”