Que dia de derrotas foi hoje.

É estranho. O dia em si foi legal. Minha casa tá muito bem organizada, o que me deixa feliz, e meus pais vieram e me visitaram e minha mãe fez um monte de marmita pra mim, o que foi legal.

Mas primeiro, que eu tô sem internet desde ontem à noite. A provedora veio aqui, disse que o problema era na rua, e ficou por isso mesmo. Estou até agora esperando uma solução. Provavelmente vou ter que trabalhar usando o meu plano de dados móveis amanhã também. Eu sequer consegui ver o Nintendo Direct! Tive que ler sobre depois (muitíssimo empolgado pro “renascer” de Ocarina of Time, estranhíssimo não termos um Mario no primeiro ano do Switch 2, mais sobre isso essa semana).

Segundo, que meus Joy-Con estavam sem bateria, então consegui fazer só uns 10 minutos de exercício no Ring Fit Adventure – eu não pude sair pra caminhar porque tava esperando o técnico depois do trabalho, nem fazer HIIT porque não tinha internet pra fazer as aulas. Eu lembrei de como eu gosto do jogo, então acho que amanhã, depois da caminhada com o Tobias ao meio-dia, vou fazer um ou dois exercícios. Eu também quero caminhar mais amanhã, pra compensar a falta de exercícios hoje.

Terceiro, a comida. Eu não peço nada há uns dias já, mas eu ando fissurado em fazer um tablete daquele espaguete miojo com duas salsichas. Eu sinto que eu engordo muito a cada dia por causa daquilo, mas não consigo evitar. Ou um ou outro. Eu não me pesei hoje, mas amanhã vou me pesar cedinho, antes de sair com o Tobias.

Tomara que amanhã seja um dia melhor. Pelo menos a noite vai ser: vou ver o novo filme do Steven Spielberg.

Novo teste de POSSE

Aqui tô eu fazendo mais um pequeno teste de POSSE pra corrigir um script que tava enlouquecido na construção do site. Vamos ver se funciona! Se um link aparecer no Bluesky ou no Mastodon, é porque deu certo! :)

Tenham um fim de semana aconchegante

O tempo tá bem incerto nesse fim de semana por aqui. Não tem um raio de sol no céu, e as vezes parece que vai chover. Até cai uns pingos, mas a chuva não desce de vez. Parece bem um dia de inverno, mesmo que ele não tenha chegado ainda.

Meu fim de semana passado foi muito agitado. Eu me atrapalhei com alguns conflitos no calendário e acabei combinando com vários amigos compromissos que se atropelaram. Mas deu tudo certo, todo mundo foi contemplado, mesmo que tenha sido um pouco corrido. No domingo, quando a última visita foi embora, eu simplesmente desmaiei na cama e acordei atrasado no dia seguinte.

Nesse fim de semana eu vou dar uma descansada. Vou fazer uma janta pra um amigo, mas fora isso eu evitei de marcar qualquer coisa. Minhas pernas ainda estão um pouco cansadas do tanto que eu caminhei durante a semana (foram mais de 50km!), então tá sendo um bom dia pra me perder um pouco em Hyrule (eu estou jogando Tears of the Kingdom de novo) e tentar terminar Metroid Prime 4. Eu finalmente consegui configurar o HDR do Nintendo Switch 2 direito, quase um ano depois.

Espero que o fim de semana seja aconchegante como o meu. Aí vão alguns dos links que colecionei essa semana.

  • Wiki File Explorer: uma forma de navegar na Wikipédia como se ela fosse um diretório no seu Windows XP. Provavelmente vai ser meu link favorito do ano.
  • In Good Hands: um textinho breve sobre quando a gente confia em alguém pra mudar um pouco o nosso modo de ver as coisas. É tão bom quando nos cercamos de pessoas que nos deixam exatamente assim — curiosas.
  • How Writing Lead to Thinking (and Not the Other Way Around): eu tinha essa suspeita e esse artigo basicamente confirma que escrever ajuda a gente a pensar. Eu ando escrevendo muito pouco, e tava dando uma olhada no quanto eu escrevia (e pensava) pro Pão, e sinto falta disso. Acho que vou retomar esse tipo de blog no futuro. Pensando como.

Por hoje é isso, muito obrigado por ler.

Um obituário do metaverso ↪ pxlnv.com

Nick Heer é um dos melhores autores que observam a tecnologia. Ele sempre tem opiniões muito bem embasadas que, mesmo quando eu não concordo completamente, me fazem ponderar e reconsiderar minhas certezas. No seu blog Pixel Envy, ele publicou recentemente o que eu acho que é o melhor obituário possível para o metaverso, e as loucuras que empresas como o Facebook, a Epic Games e Roblox fizeram (sem falar projetos como o Decentraland):

It turns out we are okay with having meetings and playing games online, but we actually like seeing live music in-person and travelling to real places. The problems each of these things may have — high costs, environmental impact, and so on — are notable and real, but are not ones with metaverse-based solutions.

The pandemic did not make the metaverse. There was sufficient interest in developing it well before then, and it is possible all of these companies would have announced all these products and services on the same timeline. But in a world without a pandemic, I cannot imagine anyone would have treated these metaverse announcements with anything like the seriousness they did. The pandemic officially ended in the U.S. just six months after the first release of ChatGPT, so it is impossible to disentangle the influence of either. But it is notable to me that the nosedive in mentions of “metaverse” on Meta’s investor calls occurred in Q3 2023 — the quarter immediately following the declared end of the pandemic.

Ele ainda termina com um toque quase esperançoso. Dá pra ver que Heer cresceu vendo a internet florescer. Esse tipo de otimismo é de quem viu protocolos e tecnologias sendo criadas na nossa frente no início da internet:

[…] Whatever that ends up being will probably be the result of people finding something useful and intriguing about doing something different. It will not be the product of big companies redirecting the money hose of platform fees onto themselves.

Recomendo muito o Pixel Envy. É uma ótima leitura toda a manhã.

Três coisas sobre dados

Russel Davies escreveu um texto bem interessante sobre a “soberania dos dados” que parece ser a ruína de muitas empresas (undermanager). Alguns destaques da leitura.

Na introdução ele já elenca o paradoxo que é coletar dados para descobrir o motivo dos negócios não irem bem, e’quando os dados não respondem a pergunta você acaba coletando mais dados, o que te afastam ainda mais de procurar a resposta no lugar certo:

a. Data is a risk. Every bit of data has to be managed/looked after/cared for. That costs time and money. And most of it is useless.

b. Data is distracting. Most of it is just noise. You’re gathering it because you can, just in case, because it seems valuable. Then you spend ages trying to work out what to do with it. When you should be paying attention to just a couple of bits of it and actually doing something about it.

c. It becomes a job. Get enough data and you need data scientists. Then you’re stuck in a self-perpetuating structure that requires more data to feed the data scientists.

E, sobre a distância dos dados reais das pessoas que precisam deles:

The more it gets abstracted away to other teams and other softwares the more dangerous and misleading it gets.

Tem várias vezes na semana que eu me pego pensando que eu sou um incompetente no trabalho porque eu recebo dados do negócio fornecidos por outras pessoas que acham que teria alguma relevância pro meu trabalho, e eu não ver serventia nenhuma naquela informação. É muito frustrante receber informações que te dão ideia de um detalhe muito específico de uma parte da audiência e perder a visão do todo. Eu não desenvolvo pra um setor específico das pessoas que vão visitar um site. Eu desenvolvo pra todas as pessoas que possam visitar um site.

Shape of Dreams (ou, eu quero um filme novo do Spike Jonze)

Eu quero poucas coisas na vida. Uma das coisas que eu mais quero na vida, é um novo filme do Spike Jonze, um dos meus diretores favoritos. Ele fez obras-primas como Onde Vivem Os Monstros, talvez o melhor filme sobre o que é ser criança já feito, e Ela, seu último filme — em 2013.

Desde então, eu espero ansiosamente por um novo trabalho dele. Jonze ia dirigir uma série para a Netflix, mas pelo visto o projeto degringolou. Eu não sei porque a Apple TV ainda não ofereceu pra ele um cheque em branco — tem mais de uma série no serviço que bebe tanto da criatividade de Jonze que quase dá pra processar por cópia (Sunny, Mr. Corman).

Enquanto isso, nos resta o trabalho com publicidade dele. O mais recente é Shape of Dreams, que ele escreveu e dirigiu para a coleção de roupas que a Zendaya criou para a marca suíça On:

Como todos os trabalhos de Jonze, suas publicidades também têm essa impressão tão bonita e cada vez mais rara de serem feitas à mão. A ideia é muito simples — Zendaya “molda” as roupas das outras pessoas “puxando” e “apertando” formas ao redor delas, em um jogo de encenação e posicionamento de câmera. Das ideias de Jonze, é uma das mais simples. Mas a execução é um charme, realmente delicada e bem humorada.

É do Jonze também a insana Kenzo World:

E a minha favorita das suas publicidades recentes, a Welcome Home apresentando o primeiro HomePod da Apple. É genial tanto em ideia (uma simplicidade de dar inveja) e execução (maravilhosa, toda em efeitos práticos):

Lá vou eu rever Quero Ser John Malkovich.