Achei uma bagunça, mas é um bom tipo de bagunça. Gyllenhaal já tinha mostrado, em A Filha Perdida, que ela acredita no público e não faz questão de segurar a mão dele pra acompanhar. A Noiva! segue a mesma abordagem. É um filme implacável em suas ideias. A diferença é que aqui nenhuma delas é muito bem construída. Mas eu prefiro mil vezes um filme que tem tanta coisa a dizer, e não consegue ter fôlego pra tudo, do que um filme que quer dizer só uma coisa, e mal tem vocabulário pro que acha que tem.

Minha única ressalva é que o filme quer mais ser uma releitura de Bonnie & Clyde do que de Frankenstein. Eu até entendo, mas quando a gente tem a oportunidade de trabalhar com uma obra-prima como a da Mary Shelley eu acho que eu não iria querer saber de outra coisa.