Arquivo de Notas

Eu tô tentando zerar minha lista de leitura. Ela tem 209 links para ler, catalogar e arquivar. Pra me forçar a ler um pouco todo o dia, vou começar a postar aqui o que eu estou lendo, e talvez um comentário ou destaques.

Tá fazendo uns dias de verão bem da minha infância por aqui nessa última semana. Dias de solaço, mas com uma temperatura gostosa: entre os 23 e os 28°C. Hoje é sexta feita e eu ganhei o dia de folga (o trabalho anda intenso, pra dizer o mínimo). Eu tô comendo uma fatia de melancia bem suculenta na minha sacada, vendo o fim de semana chegar na vizinhança.

Eu comprei um fone de ouvido essa semana que, além de conectar com Bluetooth, também tem a opção de conectar com um bom e velho cabo de áudio de 3,5mm, e isso honestamente mudou minha vida.

Escrevi quase nada essa semana. Acabei deixando uma tarefa grande no trabalho pra perto do prazo, e no fim precisei passar a semana correndo atrás dela. No fim vai dar tudo certo, mas essa sensação de estar atrasado sugou toda a minha energia.

Eu tô gostando de usar o iPad como um dispositivo pra ler e escrever. O OS 26, que traz o conceito revolucionário de “janelas” ao iPad, é excelente (mesmo que nem todos os apps pro iPad ainda tenham suporte).

Eu atrasei total esse post, e peço desculpas. Os últimos dias no trabalho — meus últimos dias na empresa que eu trabalhei pelos últimos anos — foram intensos.

Desculpem a ausência ontem pra falar de Vidas ao Vento e Nausicaä do Vale do Vento. Eu acabei aproveitando pra assistir Uma Batalha Após A Outra, o novo filme do Paul Thomas Anderson (logo mais escrevo um pouquinho sobre o que é, provavelmente, o melhor filme que eu assisti esse ano).

O Castelo Animado e A Viagem de Chihiro não fazem sentido. Suas lógicas internas são incertas. As regras de seus mundos são inconstantes. O que uma pessoa vê na outra é um mistério. Nada faz muito sentido. Ainda bem.

Ontem foi aniversário do meu pai, então não consegui passar no meu computador e escrever sobre o filme de ontem do festival, Da Colina Kokuriko, de Gorō Miyazaki. Também não vou dizer que fiz muita questão, já que o filme não é lá essas coisas. Ele é bonito, mas a melancolia que ele evoca é muito básica, nem parece ser do mesmo estúdio em que o eco do vento pode ser sentido no farfalhar da floresta do Meu Amigo Totoro. Sua narração torna a melancolia em texto, ao invés do subtexto com a qual os melhores filmes do estúdio parecem trabalhar. Te dizer que eu tentei ver esse filme duas vezes, e nas duas vezes eu cochilei. Nem no cinema eu me aguentei.

Eu e o Tobias estávamos nas manifestações aqui da minha cidade contra a PEC da blindagem e do PL da anistia. Foi muito bonito, muito alegre. Pra uma cidade cada vez mais cinza, até o sol abriu. Deu um bocado de esperança ver toda aquela galera junta.

O Liquid Glass é muito inconsistente no Mac, e isso tá me incomodando muito. Parece até quando o Windows muda de visual, mas fica com “heranças” de redesigns anteriores (como o Explorador de arquivos).

Hoje foi o primeiro dia do Ghibli Fest aqui na Cinemateca Paulo Amorim. Eu vou ir em todas as sessões, e vou tentar escrever sobre todos os filmes (brevemente) aqui.

Eu tentei jogar Hollow Knight: Silksong esse último final de semana, mas é um jogo muito difícil pra mim. Porém, o pouco que eu joguei me fez querer dar uma segunda chance a outro metroidvania, Metroid Dread, um jogo que eu empaquei e nunca terminei. Dread é difícil, mas Silksong me fez perceber que não é tão difícil assim, e com essa nova perspectiva eu comecei um novo jogo e, realmente, Dread parece ser na medida de dificuldade pra mim.

Ontem fui no show do Gilberto Gil, que pelo anúncio faz parte de sua “última turnê”. Eu acredito. Não porque o show foi ruim. Longe disso, talvez tenha sido o show mais alegre e enérgico que eu já fui. Uma exultação da cultura brasileira que Gil tem tanto orgulho de fazer parte. Eu acredito que essa seja sua última turnê porque, além da idade de Gil, ele parecia não querer parar de cantar. Foram quase três horas de show, com um bis imenso.

Vou fazer um experimento essa semana: desativei todas as notificações no celular. Nem mesmo o calendário e os lembretes se salvaram.

Quinta-feira eu instalei o Haiku em uma máquina virtual e tenho brincado desde então… é um sisteminha bastante usável? É super rápido, e a interface é muito bem pensada. Me deu saudades verdadeiras do macOS na época do Snow Leopard, quando botões eram botões e as coisas faziam mais sentido do que os espaços em branco do macOS desde o Big Sur. Tô pensando em pegar um computadorzinho velho em um OLX da vida e instalar ele e ver o que dá.

Vou passar a semana do natal aqui na casa dos meus pais, no interior. Aqui a noite ainda é fria, e eu gosto de andar pelo pátio no meio da noite, para sentir esse frio. É um frio quieto, mas acolhedor.

Eu fiz alguns ajustes no estilo dos detalhes dos posts hoje de manhã. Acho que melhorou e deu uma “limpada” na hora de ler o blog. As datas também estão padronizadas tanto na lista de posts quanto no post em si.

Eu sonhei com a Vivi hoje. Eu fui visitar meus pais e os cachorros vieram me receber. Eu dei oi pro Balu, pro Ió, e pras meninas: a Flor, a Mel e a Cici. Daí a mãe comentou “a Vivi tá lá embaixo”.

Passeando com o Tobias hoje de manhã (ele tem acordado às 6h pra dar a primeira saidinha do dia), eu decidi variar um pouco os ares e fomos em direção ao Açorianos. Lá, o Tobias conheceu uma família de caturritas, uns amores.

Quando eu lembro da Delinha, ou da Vivi, ou do Pepi, ou do Tigre, eu nunca lembro dos momentos banais do nosso dia-a-dia juntos, de como foi bom crescer e viver ao lado deles. Daquele ócio, daquela banalidade doce que a segurança da companhia deles trazia.

Lembrete: se você quiser fazer pesquisas no Google e não ser bombardeado com os resumos gerados por IA, clipes da web nem outros recursos inúteis, você pode adicionar o parâmetro &udm=14 no fim da URL.

Vi o meu melhor amigo andando na rua agora. Tenho certeza de que ele não me viu. Não nos vemos há anos. Mesmo assim, é sempre bom ver ele.

Uma coisa que acho que agradaria todo o mundo com a próxima geração do Nintendo Switch seria “mover” as bibliotecas do Nintendo 64 e do Game Boy Advance para o plano normal do Nintendo Switch Online, e trazer GameCube e Nintendo DS pro Pacote de Expansão.

Um momentinho que eu gosto depois de voltar do intervalo de almoço no trabalho é escovar bem os dentes e tomar aquele primeiro gole de café.

Facebook e Instagram estão fora do ar? Excelente alternativa pra excluir esses aplicativos do celular e fingir que eles não existem mais!

Eu ando tendo umas noites sem conseguir dormir nessa última semana, e pela primeira vez nesse quase um ano sem Twitter, eu senti falta daquele lugar.

Eu tô experimentando algumas mudanças na minha rotina nessa semana. Em 2023, eu senti que passei muito tempo pensando que eu não estava fazendo nada, mesmo que isso não fosse verdade. Acho que essa impressão veio pelo fato de eu parar de fazer coisas que eu gostava e que me faziam bem, como estudar francês, caminhar e escrever.

Eu adoro acordar e ir pra cozinha na primeira hora da manhã. A luz, ainda azulada, do início do dia ilumina o balcão com calma. A cidade não acordou totalmente, e o frio da noite ainda entra pela janela da cozinha.

Eu não sei se eu vou voltar a ter uma Rede Social Para Mim, como o Twitter foi há mais de uma década. Não parece ser algo que faz sentido na minha vida nesse momento… ter uma presença web daquela forma e tal. Mas eu tô curtindo demais brincar no Tumblr ultimamente. Eu não conheço quase ninguém aqui, e isso é um pouco libertador, eu acho. Eu converso com pessoas que eu não conheço, eu leio textos e vejo fotos de coisas que eu não sei o que são, e assim vou explorando um mundinho novo. E as vezes eu mesmo coloco aqui meus interesses estranhos. Sem muito contexto, sem muita ordem, é mais algo no “fluxo do pensamento”, como o Twitter parecia ser no início. Tá sendo divertido.

Eu tava procurando um livro aqui na minha estante. Acabei encontrando um desenho que uma amiga minha, que eu não vejo há mais de uma década, fez pra mim.

“I always have a book next to wherever I put my phone,” Escoto tells me. “So if I have the urge to check my phone for another useless doomscrolling session, I physically can see the book there. Nine times out of 10, I will choose the book, because I know what’s in store for me if I get on my phone.”

You’ll never become a reader by wishing you read more, listening exclusively to podcasts, or sitting next to a book while you scroll Instagram. (Even buying books doesn’t make you a reader, as I have, unfortunately, found out.)

Some studies have suggested that reading fiction can increase empathy. But a perhaps even more surprising finding comes from researchers who discovered a short-term decrease in the need for “cognitive closure” in the minds of readers of fiction. In brief, the researchers write, those with a high need for cognitive closure “need to reach a quick conclusion in decision-making and an aversion to ambiguity and confusion,” and thus, when confronted with confusing circumstances, tend to seize on fast explanations and hang on to them. That generally means they’re more susceptible to things like conspiracy theories and poor information, and they become less rational in their thinking. Reading fiction, though, studies have found, tends to retrain the brain to stay open, comfortable with ambiguity, and able to sort through information more carefully.

The vague but ominous disruption promised by artificial intelligence fogs this process, justifying where it needs to justify and serving as a sort of jeering threat everywhere else; that this AI doesn’t yet really do anything well, and has the unfortunate habit of eating its own excrement until it goes insane, has not really damped this cohort’s enthusiasm for it. Which fits, because that appeal is more ideological and aspirational than practical. What all of these businesses—creative industries, social media platforms, online commerce—have in common is that they need people. They need people to make them, and they need other people to pay attention to them. The super-class that sits atop all this, gloating, does not like that very much.

Ótima a comparação que Jennifer Egan faz da internet com o conto de João e Maria: a casa de doces é “de graça”, mas quanto mais você come, mais chances você tem de ser devorado.

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Eu quero ser pro meu sobrinho o que minhas tias foram pra mim: pessoas que conquistaram o impossível. Que me mostraram que o mundo era gigante e belíssimo e cheio de possibilidades, e que mesmo que estivessem lá explorando esse mundo, elas também estavam sempre por aqui, do meu lado.

“To be alone for any length of time is to shed an outer skin. The body is inhabited in a different way when we are alone than when we are with others. Alone, we live in our bodies as a question rather than a statement.”