Arquivo de Esquinas

Tem muita arte no mundo sobre como é difícil ser mãe e pai. Eu imagino que seja, mas são poucas as obras que mostram como é difícil ser um filho. Navegar pelas ambições, as expectativas e as frustrações dos adultos que te criam, enquanto você mesmo navega na experiência que é crescer.

Hoje o dia amanheceu cedo. Ontem eu levei o Tobias pra uma das minhas caminhadas longas, pensando que ele ia dormir até mais tarde hoje, mas me enganei. Eram seis e meia quando ele começou a pedir pra sair. Eu até consegui ficar na cama mais um pouquinho — mas não tanto quanto eu queria. Pelo menos o dia está bonito — o céu tá bem azul, e tá fresquinho (15°C). Eu quero aproveitar o máximo possível esse tempo ameno antes do calorão infernal de Porto Alegre começar.

Tem uns jogos que são uns “favoritos discretos”, né? Aqueles que a gente sempre tem disponível em algum console ou no computador. Que a gente pode não jogar sempre, mas sempre tá ao nosso alcance por que, quando a vontade de jogar ele bate, ela é invencível (pensamento que me veio na cabeça jogando Burnout Paradise, que eu tenho instalado no computador, no Switch e no PS5).

Hoje é o meu último dia de férias (embora eu só volte a trabalha na segunda-feira). Foi a primeira vez em mais de uma década que eu tirei o meu período integral de férias de uma só vez. Eu acho que vou fazer isso sempre, daqui pra frente. Não só deu tempo para fazer uma viagem bacana, mas consegui colocar em dia várias tarefinhas em casa, fiz alguns exames que eu tava postergando e dei uma limpada no meu guarda-roupa.

Tô revendo The Wire. Queria ficar fazendo uns últimos ajustes no site enquanto assisto, mas é impossível. The Wire é muito denso — tem sempre muita coisa acontecendo, mesmo que na maior parte do tempo os personagens parecem perdidos. Se eu tiro o olho da TV, eu perco.

Minha maior impressão de Super Mario Wonder até agora é de que esse é o Super Mario que Miyamoto teria feito em Super Mario Bros. 3 se a tecnologia pudesse. É… quase perfeito?

Se existe graça, A Árvore da Vida acredita que ela está no balanço das coisas: do nosso interior e do nosso exterior. Das maiores histórias e das menores. Do natural e da fé. Acho que não tem filme tão grande e tão pequeno, tão pessoal e tão divino, quanto esse. Ele encontra a graça na criação do universo, no acaso do início da vida, mas também na morte de um irmão, e do luto de sua mãe. A beleza, visual e narrativa, está em todas as coisas nesse filme.